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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Engie Brasil (EGIE3) registra lucro líquido de R$ 358 mi no 3º trimestre

A Engie Brasil Energia reportou um lucro líquido de R$ 358 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 9,8% na comparação com os R$ 396,9 milhões anotados em igual período de 2016. Com isso, no acumulado do ano, os ganhos da geradora de energia somam R$ 1,3 bilhão, alta de 21,2%.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 11,9% entre agosto e setembro, frente igual etapa de 2016, para R$ 710,8 milhões, totalizando R$ 2,45 bilhões em nove meses, o que corresponde a um aumento de 4,3%. Já a margem Ebitda caiu 7,4 pontos porcentuais no trimestre e alcançou 43%. No acumulado do ano, o indicador alcançou 49,6%, alta de 0,4 p.p.

A receita líquida de vendas ficou em R$ 1,655 bilhão no terceiro trimestre, o que corresponde a um aumento de 3,2% frente igual etapa do ano passado. No ano até setembro, a receita totalizou R$ 4,94 bilhões, alta de 3,5%.
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A companhia registrou receitas financeiras de R$ 38,6 milhões entre agosto e setembro, 62,6% inferiores às anotadas no mesmo período do ano passado. Já as despesas financeiras recuaram 47,2%, para R$ 89,1 milhões. 


O terceiro trimestre de 2017 foi marcado por importantes aquisições de ativos hidrelétricos pela ENGIE Brasil Energia. No período a receita líquida de vendas cresceu 3,2% e o volume de energia vendida subiu 1,9%. Contudo, houve redução de 11,9% no Ebitda do 3T17, que totalizou R$ 710,8 milhões.
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O resultado foi impactado por operações de curto prazo, bem como pela antecipação da manutenção programada da unidade C do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Pela mesma razão, o lucro líquido teve queda de 9,8% na comparação anual, somando R$ 358 milhões. 

Porém, no acumulado do ano, registra-se crescimento de 4,3% no Ebitda e de 21,2% no lucro líquido. Serão distribuídos R$ 424,5 milhões em dividendos aos acionistas. “O resultado reflete a forte crise hidrológica do País e o consequente despacho termelétrico, que impacta o GSF”, avalia o CEO da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

Ele ressalta o reconhecimento do desempenho da Companhia pelo mercado, como a conquista de premiações importantes. A ENGIE foi apontada como Melhor Empresa do País em Governança Corporativa pelo anuário Época Negócios 360°, e recebeu, pela oitava vez, o Troféu Transparência, da ANEFAC, Fipecafi e Serasa Experian. 

A ENGIE arrematou em leilão por R$ 3,5 bilhões as concessões das usinas Jaguara (424 MW) e Miranda (408 MW), anteriormente operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). 

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Outro evento importante foi a compra do projeto greenfield do Complexo Eólico Umburanas (605 MW), na Bahia, de propriedade da Renova Energia, que envolveu recursos de R$ 15 milhões. Juntas, as duas operações injetarão 1.437 MW ao portfólio da Companhia, ampliando em 16,3% seu parque gerador. “Estamos satisfeitos com os resultados de nossa estratégia de aquisições, que sempre se pautou pela alocação de capital focada em retornos positivos e abordagem conservadora de gerenciamento de riscos”, comenta Sattamini.

A Companhia também se prepara para participar do próximo leilão de transmissão de energia, visando abrir uma nova linha de negócios, bem como dos leiloes de energia nova. Todos esses movimentos estão alinhados à estratégia global do Grupo de focar na transição energética, descarbonização e energias renováveis.
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A receita líquida de vendas no terceiro trimestre apresentou aumento de 3,2% quando comparada ao mesmo período do ano passado, subiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 1, 7 bilhão. Os principais fatores para essa variação foram a elevação da combinação do maior volume de energia vendida, parcialmente atenuada por menor preço médio de venda, líquido dos tributos sobre a receita e o incremento na receita decorrente de maiores resultados nas transações realizadas no mercado de curto prazo, em especial as realizadas no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. No ano o índice de aumento está próximo, com crescimento de 3,5%, elevação de 4,8 bilhões para R$ 4,9 bilhões.
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A quantidade de energia vendida passou de 8.685 GWh (ou 3.933 MW médios) no terceiro trimestre de 2016 para 8.850 GWh (ou 4.008 MW médios) no período encerrado em setembro. O aumento de 165 GWh é explicado como a combinação do acréscimo de venda de energia convencional para comercializadoras e de energia incentivada para consumidores livres, inclusive pela entrada em operação comercial do Complexo Eólico Santa Mônica, que possui energia assegurada de 47,4 MW médios, parcialmente atenuado pelo término de contratos de vendas existentes, em especial para distribuidoras. Na base anual a energia vendida está em 4.033 MW médios, aumento de 1,8% ante os nove meses de 2016.
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A participação de consumidores livres no portfólio da Engie alcançou 54,8% do total das vendas físicas e 50,3% do total da receita líquida de vendas, incremento de 6,7 p.p. e 5,6 p.p., respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A produção de energia elétrica nas usinas operadas pela Engie Brasil Energia foi de 9 mil GWh (ou 4.076 MW médios) no trimestre encerrado em setembro, resultado 20,1% inferior à produção dos nove primeiros meses de 2016. Do total gerado, as usinas hidrelétricas foram responsáveis por 7.674 GWh (ou 3.476 MW médios), as termelétricas, por 778 GWh (ou 352 MW médios) e as complementares, por 548 GWh ( ou 248 MW médios). 

A empresa explicou que esses resultados representam reduções de 20,2% e 34,3% na geração das usinas hidrelétricas e termelétricas e aumento de 17,7% na geração das complementares, em comparação ao terceiro trimestre de 2016. No acumulado do ano os volumes estão no mesmo patamar da base trimestral com redução de 20,1% na geração que passou de 5.172 MW médios para 4.134 MW médios.
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A dívida bruta total consolidada estava em R$ 3,2 bilhões ao final de setembro, um decréscimo de 19,7% quando comparada à posição de 30 de setembro de 2016. 

A variação no endividamento está relacionada, principalmente, à combinação de saques no BNDES e em seus agentes financeiros no valor total acumulado de R$ 320,3 milhões, destinados aos investimentos para modernização das UHEs Passo Fundo, Salto Santiago e do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, bem como para a construção do Complexo Eólico Santa Mônica, a geração de R$ 314,3 milhões em encargos incorridos a serem pagos e variação monetária e cambial, de R$ 1,289 bilhão em amortizações de empréstimos, financiamentos e debêntures e, finalmente, R$ 139 milhões em transferência de financiamentos de subsidiárias reclassificadas para ativo mantido para venda.
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Os investimentos totais no trimestre foram de R$ 503,2 milhões, dos quais R$ 52,6 milhões destinados aos projetos de manutenção e revitalização do parque gerador e R$ 450,6 milhões aplicados na construção de novas usinas (R$ 264,1 milhões na construção da UTE Pampa Sul, R$ 131,8 milhões direcionados ao Complexo Eólico Campo Largo e R$ 54,7 milhões à Central Fotovoltaica Assú).

O diretor de desenvolvimento de negócios da Engie Brasil acrescentou que a empresa tem capacidade de tomar novas dívidas por ter uma alavancagem "muito baixa". "Já trabalhamos antes do leilão para fazer esse lance, temos vários bancos contatados. Provavelmente estamos falando em financiamento em real, como debêntures e notas promissórias", disse.
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A empresa está presente no Brasil desde 1998 (ex-Tractebel) "sempre respeitando os compromissos ambientais, sociais e trabalhistas", disse. São 1,2 mil colaboradores. A empresa começou no Brasil com 3 GW e hoje tem quase três vezes essa capacidade.

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