A Porto Seguro encerrou o segundo trimestre e primeiro semestre do ano com crescimento nos prêmios de seguros, revertendo a queda do primeiro trimestre.
O foco da companhia na recomposição das margens proporcionou uma melhora na operação de seguros, resultando em um menor índice combinado. Além disso, os negócios financeiros e serviços obtiveram aumento da rentabilidade. Porém, o resultado financeiro foi menor, explicado principalmente pela queda na taxa de juros e nos índices de inflação.
O resultado foi favorecido pelo benefício fiscal referente ao pagamento da primeira parte de juros sobre capital próprio no valor de R$ 243 milhões. Desconsiderando esse efeito, o lucro do trimestre seria 1% menor na comparação anual.
As demonstrações mostram que a cobrança de imposto de renda e contribuição social recuou 80% e somou R$ 26,5 milhões nos três meses até junho.
Na operação de seguros, os prêmios auferidos aumentaram 4% no trimestre e 2% no semestre. No seguro de automóvel, foi obtido um crescimento de prêmios consolidado das 3 marcas de 4% no 2T17, favorecido pelos reajustes de preços, enquanto a frota segurada reduziu 3% (vs. 2T16), em função do ambiente competitivo e da redução da demanda.
Contudo, a venda de veículos novos já mostra sinais de recuperação, com um aumento de 4% no semestre (fonte: Anfavea - vs. 1S16). Nos demais seguros, os principais produtos (Saúde, Residência, Vida e Previdência) apresentaram evolução em duplo digito, alinhado com a estratégia da empresa de diversificação dos negócios.
O índice combinado de seguros reduziu 2,5 p.p. no trimestre, atingindo 97,6%, decorrente da redução de 3,0 p.p. na sinistralidade total. A sinistralidade dos seguros de Automóvel e do Saúde decresceram 1,3 p.p. e 5,2 p.p. respectivamente, em função principalmente dos reajustes de preços realizados.
Além disso, a sinistralidade dos seguros patrimoniais melhorou 4,3 p.p., beneficiada pela menor incidência de eventos climáticos no trimestre. Por último, os índices de despesas administrativas e de outras despesas operacionais no 2T17 ficaram estáveis, mesmo com a desaceleração dos prêmios ganhos.
As receitas das empresas Financeiras e de Serviços cresceram 14% no trimestre, intensificadas principalmente pela expansão dos negócios de Cartão de Crédito, Financiamento e Telefonia Móvel. O indicador de inadimplência das operações de crédito (> 90 dias) encerrou o trimestre em 5,0%, permanecendo 2,3 p.p. melhor em relação aÌ? média de mercado. A participação dos negócios financeiros e serviços no lucro total da empresa aumentou 8 p.p., sendo que a empresa ainda enxerga espaço para expandir de forma estratégica nesses negócios.
O resultado financeiro apresentou um decréscimo de 37% no trimestre, decorrente da redução do CDI médio em 24% e do menor desempenho das aplicações financeiras (ativos de juro real + inflação e renda variável), afetados pelas incertezas no cenário político e pela queda acentuada da inflação. A rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 2,1% (82% do CDI) e de 5,6% (98% do CDI) no semestre.
O lucro líquido atingiu R$ 238 milhões no 2T17, correspondendo a um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior e o ROAE alcançou 15,0%. No 1S17, o lucro líquido atingiu R$ 454 milhões, com um aumento de 9% (vs. 1S16) e o ROAE atingiu 14,5%. Entretanto, no trimestre o resultado foi favorecido pelo benefício fiscal referente ao pagamento da primeira parte do JCP¹ no valor de R$ 243 milhões. Desconsiderando esse efeito, o lucro do 2T17 seria 1% menor e o do 1S17 reduziria 6%.
¹ A Empresa deverá complementar o pagamento de JCP (juros sobre capital próprio) no 4T17.
Automóveis
O segmento de automóveis da Porto Seguro ainda sofre com o cenário competitivo e com a recessão econômica, influenciando principalmente na frota segurada, que reduziu 3% no segundo trimestre de 2017 perante um ano antes.
A companhia, no entanto, conseguiu melhorar o desempenho do ramo com reajustes praticados, levando ao aumento de prêmios e melhoria na sinistralidade.
Além do prêmio total do segmento de automóvel ter avançado 4%, a sinistralidade melhorou 1,3 ponto percentual ante o segundo trimestre de 2016, mesmo com aumento dos roubos em regiões como nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
As marcas que mais tiveram retorno foram Itaú e Azul Seguros. Na primeira, os prêmios subiram 11% e a sinistralidade recuou 3,1 pontos percentuais. Para Azul, os prêmios avançaram 10% e a sinistralidade permaneceu estável, com aumento de só 0,1 ponto.
Já a marca Porto Seguro teve uma redução de 2% nos prêmios, influenciada pela queda 5% da sua frota segurada, enquanto a sinistralidade fixou 1,3 ponto menor, decorrente dos reajustes tarifários realizados para melhorar a rentabilidade do produto.
Previdência
A captação bruta de produtos de previdência da Porto Seguro atingiu R$ 249 milhões no segundo trimestre, incremento de 71% na comparação anual. A melhora é explicada pelo aprimoramento de produtos, interfaces e processos.
Já a captação líquida atingiu R$ 138 milhões, alta de 207,1% na mesma base de comparação, revertendo um cenário menos favorável no ano anterior, segundo a empresa.
Os ativos sob gestão atingiram R$ 4,4 bilhões no fim do trimestre, crescimento de 25%.
Principais Destaques
Receitas totais cresceram 5% no trimestre e 3% no semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Crescimento de 4% nos prêmios auferidos de seguros no segundo trimestre e 2% no acumulado do ano.
Lucro líquido no 2T17 de R$ 238 milhões (+36%) e de R$ 454 milhões no 1S17 - sem business combination. Desconsiderando o benefício fiscal referente ao pagamento de JCP, a variação do lucro seria de -1% no trimestre e -6% no semestre.
O ROAE atingiu 15,0% (+3,1 p.p.) no trimestre e 14,5% no semestre (+0,2 p.p.) - sem business combination.
Índice combinado de seguros alcançou 97,6% (-2,5 p.p.) no 2T17 e 98,4% (-1,1 p.p.) no 1S17. O índice combinado ampliado foi de 93,0% (+0,4 p.p.) no 2T17 e de 92,7% (+0,9 p.p.) no 1S17.
Resultado financeiro total de R$ 197 milhões no 2T17 (-37% vs. 2T16) e de R$ 503 milhões no 1S17 (-24% vs. 1S16).
O resultado das aplicações financeiras sem considerar recursos de previdência atingiu R$ 182 milhões no 2T17 (-29% vs. 2T16) e R$ 442 milhões no 1S17 (-18% vs. 1S16), correspondendo a uma rentabilidade de 2,1% (82% do CDI) no trimestre e de 5,6% (98% do CDI) no semestre.
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