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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Lucro líquido do Bradesco (BBDC4) cai para R$ 2,88 bilhões no terceiro trimestre

As receitas com prestação de serviços e tarifas do Bradesco totalizaram R$ 7,822 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 5,0% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, a alta foi de 4,7%.

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O Bradesco encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,88 bilhões, uma queda de 10,9% em relação ao resultado do mesmo período de 2016. O recuo nos ganhos do segundo maior banco privado do país deveu-se aos custos do programa de demissões voluntárias (PDV) lançado este ano, que teve a adesão de 7.400 funcionários e gerou despesas adicionais da ordem de R$ 2,3 bilhões, e que foram lançadas já no balanço do trimestre passado. Daí, os ganhos menores.

O desempenho do trimestre, conforme explica o Bradesco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, se deve ao maior volume de operações, reflexo, em parte da maior oferta de produtos e serviços aos clientes, melhor desempenho de
underwriting/assessoria financeira no seu banco de investimentos e ainda maior quantidade de dias úteis. O resultado do período foi ainda o maior patamar dos últimos trimestres.
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O diretor de relações com o mercado do Bradesco, Carlos Firetti, disse ser possível um crescimento de 5% do crédito no Brasil em 2018, dentro das projeções feitas pelo departamento econômico do banco. Segundo ele, há sinais de crescimento em todas as linhas de pessoa física, enquanto as empresas ainda estão em fase de ajuste de seus balanços. "Ainda estamos buscando equilíbrio e estamos perto. Isso deve ocorrer em 2018", disse, em teleconferência com a imprensa.

A expectativa do Bradesco é que o crescimento do crédito ajude a compensar o impacto da queda da taxa Selic sobre a margem financeira. A redução das despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) também deve dar sua contribuição, segundo Firetti. "É natural alguma queda de 'spreads' daqui para a frente, mas o volume [de crédito] volta e compensa", disse ele em teleconferência com jornalistas. "Há espaço para ganho considerando margem líquida do crédito."
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Segundo o diretor, a expectativa é que o crédito continue se recuperando apesar de 2018 ser ano eleitoral. Uma das frentes em que o Bradesco espera crescer é a carteira de pequenas empresas, à medida que elas se recuperem da crise. "Temos limites pré-aprovados nesse segmento que não são tomados. As companhias sofreram bastante, não estão em fase de investimento. A demanda é restrita", afirmou o executivo. Segundo ele, a retomada deve começar pelas linhas mais curtas de capital de giro.

Na carteira de pessoa física, Firetti destacou a melhora no financiamento a veículos, que voltou a crescer no terceiro trimestre depois de ter sido ajustada "a uma nova realidade de mercado".

O vice-presidente de relações com investidores e risco, Alexandre Glüher, afirmou que o banco está estrategicamente posicionado para capturar a melhora em curso na economia. "A gente manteve a presença geográfica, apesar do enxugamento na rede de agências."

Embora a carteira de crédito expandida do Bradesco tenha encolhido 6,7% em 12 meses até setembro, Glüher disse considerar possível cumprir a meta traçada pelo banco para este ano, que prevê uma queda de 1% a 5% no saldo de operações. "Temos focado em melhorar o processo de concessão para ter crédito de qualidade", afirmou.
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Segundo Firetti, a inadimplência deve se manter sob controle ou em queda, e isso dá ao Bradesco confiança para "partir para novo ciclo de expansão da carteira de crédito". De acordo com ele, a originação de crédito com recursos livres para pessoa física aumentou 35% no terceiro trimestre, quando comparada ao mesmo período do ano passado. No caso de pessoa jurídica, a alta foi de 21%.

"Dentro em breve apresentaremos números um pouco melhores na expansão da carteira", afirmou. Firetti disse que a inadimplência na carteira de pessoa jurídica, que subiu no terceiro trimestre, ainda deve permanecer um pouco mais volátil. Porém, ressaltou que a qualidade do portfólio está sob controle.

No acumulado do ano até setembro, as receitas de serviços do Bradesco totalizaram R$ 22,748 bilhões, aumento de 11,1% em relação a idêntico intervalo de 2016.

O Bradesco espera que a receita com prestação de serviços cresça de 2% a 6% neste ano no pró-forma, considerando resultados do HSBC. Já no publicado, deve aumentar de 8% a 12%.
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O Bradesco não descarta a possibilidade de vender créditos ativos, que ainda constam do balanço, segundo Glüher. "Temos que observar o que o mercado está fazendo, mas ainda não tomamos a decisão de vender carteiras ativas", afirmou. O Itaú Unibanco, principal concorrente privado do Bradesco, anunciou a venda de créditos ativos de grandes empresas no terceiro trimestre.

Glüher disse que o Bradesco se preparou ao longo do ano passado para negociar as carteiras já baixadas a prejuízo e poderá voltar a mercado sempre que for viável do ponto de vista operacional. No terceiro trimestre, o banco vendeu um total de R$ 4,5 bilhões em créditos "podres". O valor obtido não gerou impactos relevantes no resultado.

Empresas

Após ter voltado a crescer no terceiro trimestre, o ciclo de alta na inadimplência das grandes empresas está perto do fim, afirmou Firetti. "Ainda estamos sujeitos a alguns impactos", disse o executivo, lembrando que casos específicos de grandes companhias acabam levando a oscilações no indicador. "De modo geral, nossa carteira tem mostrado evolução positiva."
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A inadimplência de grandes empresas subiu para 1,8% em setembro, ante 1,52% em junho. A taxa de calotes total do banco, em contrapartida, caiu de 4,94% para 4,77%, graças ao desempenho dos segmentos de pessoa física e micro, pequenas e médias empresas.

Para Glüher, a tendência é a inadimplência de pessoa jurídica melhorar, mas ainda pode haver alguma instabilidade pontual. "Não vemos com preocupação o aumento na inadimplência em grandes corporações."

O executivo também atribuiu a essas questões pontuais o "impairment" de R$ 934 milhões feito pelo banco no terceiro trimestre para atualizar o valor de ativos financeiros, como debêntures. "Fazemos 'impairment' conforme reconhecemos uma perda definitiva em alguma posição", disse. "Houve uma concentração de alguns casos neste trimestre."

No entanto, a tendência de melhora que se vê na carteira de pessoa jurídica vale também para esses ativos, acrescentou.
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Glüher observou que a situação da carteira de pessoa física e micro, pequenas e médias empresas é distinta e está em outro momento. "A gente vê uma tendência de redução bastante significativa na inadimplência. O pico foi atingido no fim do ano passado", disse.

PDD

Na avaliação do vice-presidente de relações com investidores e risco, as despesas com PDD do Bradesco devem continuar em queda nos próximos trimestres e chegar ao fim de 2018 nos melhores níveis históricos. "Nossos resultados seguem bastante consistentes, consolidando uma tendência positiva que deve ter continuidade em 2018 com a recuperação da economia.", disse Glüher.

O executivo destacou uma melhora nos indicadores de inadimplência no terceiro trimestre, "mesmo com alguma pressão do segmento corporate". A taxa de calotes de grandes empresas subiu, o que foi atribuído pelo banco à queda no volume de crédito para o segmento.
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Glüher também afirmou que o programa de desligamentos voluntários, que teve a adesão de 7,4 mil pessoas, gerou um custo de R$ 2,3 bilhões para o banco, mas a economia será da ordem de R$ 1,5 bilhão ao ano. "Boa parte das pessoas já saiu até setembro, outra parte sai até o fim do ano", disse.

Segundo o vice-presidente, os resultados do Bradesco "continuarão mostrando evolução consistente no próximo ano", e o nível de capital do banco é "muito confortável" para acompanhar o crescimento futuro.

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