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terça-feira, 31 de outubro de 2017

O lucro recorrente do Itaú (ITUB4) totalizou R$ 6,254 bilhões no terceiro trimestre deste ano

Lucro líquido do banco Itaú, o maior privado do país, cresceu 11,8% no terceiro trimestre do ano, para R$ 6,254 bilhões, ante mesmo período de 2016, com aumento das receitas de tarifas e queda drástica na provisão para crédito duvidoso, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (30).


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A linha do balanço que mede os gastos do banco com perdas por empréstimos de má qualidade, chamada custo de crédito, foi de 3,99 bilhões de reais, valor 10,8 por cento menor na base sequencial e 28,5 por cento mais baixo que o registrado na mesma etapa de 2016. A despesa com provisão para calotes desabou 30,6 por cento na comparação anual.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias em relação à carteira total, ficou em 3,2 por cento, estável sobre o trimestre anterior e com queda de 0,7 ponto percentual contra mesmo intervalo do ano passado.

Um indicador antecedente sobre o comportamento esperado da inadimplência nos próximos meses, o NPL, apontou declínio pelo quarto trimestre seguido, recuo de 35,2 por cento em 12 meses.
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Em outra frente, as receitas do banco com tarifas e seguros cresceram 3,7 e 5 por cento nas bases sequencial e anual, respectivamente, para 9,845 bilhões de reais. A fatia dessa linha no chamado produto bancário atingiu 37 por cento, o pico em dois anos.

Por fim, o Itaú Unibanco teve queda de 4,5 por cento das despesas administrativas, a 11,82 bilhões de reais, movimento puxado sobretudo pelo recuo de 14,4 por cento das despesas de pessoal.



O resultado veio aquém dos esperado pelo banco devido à queda nos juros e às novas regras do cartão de crédito –desde abril, quando o consumidor entra no rotativo, depois de 30 dias a instituição precisa oferecer ao cliente o parcelamento do saldo devedor.

"A redução da margem financeira com clientes no trimestre foi principalmente devido ao efeito da queda do CDI, principalmente em nossa margem de passivos e capital de giro próprio, [e] ao impacto da nova regulamentação de cartões de crédito", afirmou o banco no balanço.
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Por outro lado, as receitas do Itaú com tarifas e seguros cresceram 5% na comparação com o terceiro trimestre de 2016, e 3,7% ante o segundo trimestre deste ano.

O banco justifica a alta pelo crescimento das receitas de serviços de administração de recursos, devido, em parte, ao crescimento dos ativos e à maior quantidade de dias úteis no período, além da alta nas receitas com cartões.

As receitas com administração de recursos subiram 14,2% na comparação com o segundo trimestre, e as com cartões de crédito, 2,8%.

O crédito, no entanto, não reagiu, e o estoque de empréstimos, incluindo garantias e títulos privados, fechou o terceiro trimestre em R$ 575,2 bilhões, queda de 1,3% em três meses e de 4,4% sobre o fim do primeiro trimestre de 2016.

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As despesas gerais do banco caíram 4,5% em relação ao terceiro trimestre de 2016, para R$ 12 bilhões, devido, principalmente, à queda de 14,4% nos gastos com pessoal. Em relação ao trimestre anterior, porém, houve alta de 2,3%.

O lucro do trimestre foi impactado positivamente pela redução de 10,8% do custo do crédito e pelo aumento de 4% na receita de serviços no trimestre, de acordo com o relatório de divulgação de resultados do banco.

"A redução do custo do crédito no trimestre foi devido principalmente à redução de R$ 667 milhões das despesas de provisão para crédito de liquidação duvidosa, principalmente no Brasil, tanto no segmento de varejo como no segmento de atacado", explicou o Itaú.
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A provisão impacta negativamente o lucro, pois o banco separa um dinheiro para cobrir eventuais calotes. Durante a recessão, a inadimplência subiu e os bancos elevaram as provisões. Neste ano, esses números foram reduzidos. Em 9 meses, o Itaú reduziu R$ 5,67 bilhões em provisões.

“Continuamos observando melhora nos indicadores de qualidade de crédito e já se percebem avanços nos índices de confiança dos empresários e consumidores, como reflexo da recuperação da economia. Esses fatos, aliados à inflação sob controle e aos sucessivos cortes da taxa Selic têm refletido positivamente na demanda por crédito”, afirma Candido Bracher, presidente executivo do Itaú Unibanco, em comunicado.

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