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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

CSN (CSNA3) tem lucro líquido de R$ 256 milhões no 3º trimestre

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve lucro líquido de 256 milhões de reais no terceiro trimestre, com o resultado refletindo incremento das margens operacionais em siderurgia e mineração, bem como melhor resultado financeiro no período, de acordo com dados não auditados divulgados nesta segunda-feira.

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O resultado foi o melhor para o ano, depois da siderúrgica ter registrado lucro líquido de 118 milhões de reais no primeiro trimestre e prejuízo de 640 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, também de acordo com os dados não auditados. A CSN, que não divulgava resultados trimestrais desde o final de 2016, informou que auditores independentes ainda estão trabalhando nos números da companhia e não estimou quando a análise será concluída.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para o terceiro trimestre somou 1,213 bilhão de reais, ante 896 milhões de reais no segundo trimestre e 1,333 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano.
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O resultado da CSN foi publicado depois que a rival Usiminas divulgou na sexta-feira lucro líquido de 76 milhões de reais para o terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 107 milhões de reais sofrido um ano antes.

A CSN conseguiu no terceiro trimestre reduzir seu endividamento. A relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado caiu de 7,4 vezes no final de setembro de 2016 para 5,5 vezes no fim do terceiro trimestre deste ano. O caixa recuou 23 por cento, para 4,36 bilhões de reais, e o investimento da empresa caiu na mesma proporção, para 293 milhões de reais.

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, havia afirmado à Reuters em 20 de outubro que a empresa tem como meta reduzir a alavancagem para 3,5 vezes até o final de 2018 e que a empresa estava avaliando fazer uma captação externa entre o final deste ano e início do próximo.
As ações da CSN exibiam queda de 0,9 por cento às 10:15, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 0,4 por cento.
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No terceiro trimestre, a CSN elevou as vendas de aço sobre um ano antes em 11 por cento, para 1,3 milhão de toneladas, mas as vendas de minério de ferro, principal geradora de lucro para a empresa, recuaram 22 por cento no período, para 7,95 milhões de toneladas.

Segundo o balanço da empresa, a CSN reduziu a produção de minério de ferro no terceiro trimestre em 10 por cento sobre um ano antes, para 7,74 milhões de toneladas, enquanto elevou as compras da commodity de terceiros em 78 por cento, para 1,42 milhão de toneladas. 

Dívida líquida

A dívida líquida da CSN no fim de setembro era de R$ 25,717 bilhões, estável em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, conforme o balanço não auditado divulgado. A siderúrgica publicou os balanços assinados pela Delloite referentes ao ano passado e divulgou os de 2017 ainda não auditados. A dívida em comparação com o segundo trimestre do ano caiu 4%.
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A alavancagem a CSN, medida pela razão entre dívida líquida e Ebitda, foi a 5,5 vezes no intervalo de julho a setembro deste ano, ante 7,4 vezes no terceiro trimestre do ano passado e de 5,7 vezes no trimestre imediatamente anterior.

O caixa da CSN era de R$ 5,6 bilhões no fim de setembro, recuo de 23% na relação anual e queda de 4% no comparativo trimestral.

Investimentos

Os investimentos da CSN no terceiro trimestre chegaram em R$ 293 milhões, recuo de 23% em relação ao mesmo período de 2016. Ante o segundo trimestre do ano, a queda é de 18%.

Vendas de aço

As vendas de aço da CSN no terceiro trimestre do ano somaram 1,301 milhão de toneladas, aumento de 11% em relação ao observado no mesmo período do ano anterior e também de 11% ante o segundo trimestre deste ano, conforme balanço do período não auditado.
O mercado interno respondeu por 62% das vendas, as subsidiárias no exterior por 33% e exportações corresponderam à fatia de 5%.

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“No terceiro trimestre a CSN manteve o alto nível de participação de produtos revestidos no volume de vendas totais, seguindo a estratégia de incremento de valor agregado do seu mix de produtos”, segundo o documento divulgado.

A receita líquida média por tonelada no intervalo entre julho e setembro totalizou R$ 2,519 mil, estável em relação ao trimestre anterior.

Produção

A produção de placas pela CSN somou 1,069 milhão de toneladas no terceiro trimestre do ano, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, porém queda de 4% ante o segundo trimestre deste ano. A produção de laminados planos somou 903 mil toneladas, aumento de 8% ante o visto um ano antes e recuo de 4% na relação trimestral. A produção de laminados longos, por sua vez, foi de 90 mil toneladas, retração de 44% ante o mesmo intervalo de 2016 e queda de 10% ante o segundo trimestre.

A empresa não divulgou no balanço razões para o aumento nas compras de minério de terceiros e de queda em sua produção própria, mas em meados de abril, um acidente em equipamento em seu porto em Itaguaí (RJ) paralisou embarques da CSN por cerca de um mês.
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A CSN afirmou ainda que sua produção de cimento cresceu 14 por cento no período, para 982 mil toneladas, enquanto as vendas avançaram 17 por cento, para 998 mil toneladas, gerando receita líquida de 142 milhões de toneladas. 

A Companhia Siderúrgica Nacional decidiu apresentar os balanços não auditados referentes ao primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2017, além do balanço auditado de 2016.

A companhia diz que reapresentou também voluntariamente as demonstrações financeiras referentes ao exercício social de 2015.

Em fato relevante, a empresa explica que “a conclusão dos trabalhos impactou os saldos de abertura das demonstrações financeiras de 2017, razão pela qual a Companhia não divulgou suas informações trimestrais de 2017 nos prazos regulamentares”, e tomou a decisão, por diligência e transparência, de divulgar os resultados preliminares não auditados.
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1º trimestre

O primeiro trimestre de 2017 aponta lucro líquido de R$ 117,615 milhões, ante prejuízo de R$ 776,697 milhões no mesmo período de 2016. A receita líquida alcançou R$ 4,411 bilhões, 10,35% acima do primeiro trimestre de 2016. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado foi de R$ 1,333 bilhão, 82% maior que o de igual período do ano anterior, com margem de 28,7%, 11,4 pontos porcentuais superior.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 497 milhões, cerca de 44% inferior ao montante de R$ 884,599 milhões também negativo de janeiro a março de 2016.

2 trimestre

No segundo trimestre deste ano, a CSN registrou prejuízo de R$ 639,956 milhões, versus lucro líquido de R$ 46,123 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado ficou em R$ 896 milhões, 5% maior, com margem ajustada de 19,6%, ante 19,4% no segundo trimestre de 2016.

A receita líquida foi a R$ 4,311 bilhões, 4% acima do mesmo intervalo do ano anterior.
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O resultado financeiro líquido negativo cresceu 336%, para R$ 828,6 milhões, ante cifra negativa de R$ 189,840 milhões no segundo trimestre de 2016.

3º trimestre

O terceiro trimestre apresenta lucro, de R$ 256,184 milhões, revertendo prejuízo de R$ 66,751 milhões no mesmo período de 2016. O Ebitda ajustado somou R$ 1,213 bilhão, queda de 2% sobre o segundo trimestre de 2016, com margem Ebitda ajustada de 24%, ante 26,2% do mesmo intervalo do ano anterior.

A receita líquida chegou a R$ 4,810 bilhões, o que a administração julga ser o “melhor resultado trimestral desde 2014.” Ante o terceiro trimestre de 2016 foi um crescimento de 8%.

Já o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 277,797 milhões, 62,7% menor que o de R$ 744,345 milhões do mesmo período do ano anterior.
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), depois de um ano, publicou parte de seus balanços atrasados. Até dezembro de 2016, os números estão auditados; depois dessa data, não. 

A razão do embate com a auditoria para reverter passos dados na incorporação de ativos da Namisa em uma nova empresa -- então Congonhas Minérios, hoje CSN Mineração -- foi principalmente de exagero na avaliação de preços, mas também de erro nas etapas da consolidação.

De acordo com a CSN, três ativos que foram excluídos da transação na hoje CSN Mineração "transitaram" pela nova empresa antes de serem cindidos para a Mineração Nacional. São as minas de Fernandinho, Cayman e Pedras Pretas. Com isso, a área de mineração do grupo perde ganhos contabilizados na época, mas a controladora, na verdade, aumenta o saldo positivo.
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A operação ocorreu no fim de 2015 e serviu para agrupar os ativos de mineração da CSN sob um mesmo guarda-chuva, ao mesmo tempo que compensava o consórcio asiático que detinha uma parcela da Namisa. Os ganhos da CSN Mineração no balanço da época foram de R$ 2,89 bilhões líquidos, mas agora foram diminuídos para R$ 2,19 bilhões. No caso da CSN, houve um aumento, de R$ 2,89 bilhões para R$ 3,03 bilhões.

Isso porque o preço de compra considerado acabou ficando muito maior. Passou de R$ 13,38 bilhões para R$ 17,47 bilhões. O incremento de patrimônio líquido que a siderúrgica havia contabilizado em 2015 passou de R$ 1,59 bilhão para R$ 2,94 bilhões.
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"A companhia identificou erros nas premissas utilizadas na determinação dos valores justos das entidades envolvidas, Namisa e CSN Mineração, bem como na contabilização da cláusula do acordo de investimento assinado em dezembro de 2014, que trata dos ativos da Namisa excluídos da transação", explica o texto. "Equivocadamente, eles integraram a base do acervo da Namisa integralizados na CSN Mineração para, em ato subsequente, serem transferidos da CSN Mineração para a Mineração Nacional S.A."

Os ajustes de valor revelam que a empresa superavaliou premissas na hora de criar a CSN Mineração. As premissas exageradas foram de frete marítimo, frete ferroviário, além de uma taxa de desconto que incluiu uma empresa "que não guardava relação com as atividades de minério de ferro".

A companhia também teve de liquidar uma parcela de contratos operacionais já pagos, algo que não foi considerado inicialmente. O ganho de R$ 1,55 bilhão, assim, se tornou perda de R$ 1,23 bilhão.

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