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terça-feira, 5 de setembro de 2017

No acumulado do ano, a produção industrial apresenta avanço de 0,8% em relação aos sete primeiros meses de 2016.

A produção industrial do Brasil avançou bem mais do que o esperado e registrou a melhor marca em três anos para julho, embalada sobretudo pelo bom desempenho dos bens de consumo e indicando uma recuperação mais robusta do setor. 

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De acordo com a pesquisa, 14 dos 24 ramos pesquisados tiveram avanços no mês. Entre os principais resultados estão os dos setores de produtos alimentícios (+2,2%), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,9%), equipamentos de informática e produtos eletrônicos (+5,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+4,8%).

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o resultado aponta para uma recuperação do setor. "Há crescimento disseminado nas 4 categorias econômicas da indústria, mostrando que a recuperação do setor será sustentável", comentou o ministro, no Twitter.
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Entre as grandes categorias econômicas, em julho frente a junho, o principal crescimento foi registrado na produção de bens de capital, com avanço de 1,9%, e bens intermediários, com uma alta de 0,9%. O segmento de bens de consumo subiu 0,6% no período. 

A produção da indústria subiu 0,8% em julho na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (5), quarto mês seguido no azul, algo que não ocorria desde 2012. Foi a melhor performance para junho desde 2014 (+1,3%)

O resultado mensal de junho foi revisado para cima, a 0,2%, contra estagnação divulgada anteriormente. Em relação a julho de 2016, ainda segundo o IBGE, a produção apresentou alta de 2,5%.
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A expectativa de analistas consultados pela Reuters era de alta mensal de 0,4% e de avanço de 1,58% na comparação anual, na mediana das projeções.

"A indústria mostra comportamento nitidamente diferente após quatro meses de alta... Há um perfil disseminado de crescimento", disse o coordenador da pesquisa no IBGE, André Macedo, acrescentando, no entanto, que a indústria ainda opera no patamar semelhante ao início de 2009 e longe do seu pico histórico.

No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria recuou 1,1% em julho.

Segundo o IBGE, o destaque positivo em junho foi a categoria Bens de consumo duráveis, que avançou 2,7% e recuperou parte do recuo de 5,6% observado em junho. Já bens semiduráveis e não duráveis cresceram 2% em julho.

Os bens de capital, um indicador de investimento, tiveram alta de 1,9%, acumulando em 12 meses avanço de 2,8%.

Entre os 24 ramos pesquisados pelo IBGE, 14 apresentaram crescimento da atividade industrial, com destaque para os produtos alimentícios, que tiveram alta de 2,2%, em expansão pelo terceiro mês seguido.
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"A melhora da indústria é puxada por bens duráveis como eletrodomésticos e linha marrom. O consumo reage a estímulos que vem da liberação do FGTS, inflação mais baixa e melhora residual do mercado de trabalho", afirmou Macedo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza pesquisas periódicas que revelam o desempenho do setor industrial brasileiro. A coleta de dados é realizada todo o mês e tem a capacidade de revelar detalhes importantes tanto para empresários quanto para a população em geral.
Confira abaixo os principais resultados dessa pesquisa durante os primeiros meses deste ano:

Janeiro
De modo geral, a indústria do Brasil apresentou um recuo na produção. Contudo, o estudo também apontou que a diminuição, de apenas 0,1%, não apresentou grandes riscos para o avanço de 2,9% registrado nos meses de novembro e dezembro.
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Por outro lado, é importante ressaltar que – nos últimos anos – a indústria registrou grandes perdas nos últimos anos, estando mais de 19% abaixo do nível recorde que foi apresentado em junho de 2013.

Fevereiro
Já no segundo mês do ano, o setor industrial voltou a demonstrar uma taxa positiva. Contudo, o crescimento foi de apenas 0,1% comparado a janeiro. De acordo com o IBGE, três das quatro grandes categorias econômicas apontaram avanço na produção.
Nesse contexto, de maneira geral, o índice acumulado do primeiro bimestre do ano, observa-se acréscimo de 0,3%, com destaque para os avanços vindos dos setores produtores de bens de consumo duráveis e de bens de capital.

Março
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Em março, o ritmo produtivo da indústria brasileira diminuiu, apresentando uma queda de 1,8% na produção quando comparado ao mês de fevereiro, sendo um recuo mais intenso desde agosto de 2016.
Quatro das grandes categorias econômicas e 15 das 24 atividades apontaram redução na produção. Ainda é importante ressaltar que, com o resultado desse mês, o total da indústria encontra-se 20,8% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013.

Abril
Enquanto em março os resultados não foram positivos, no mês de abril o setor industrial voltou a mostrar expansão, dessa vez de 0,6%. Segundo o IBGE, três das quatro grandes categorias econômicas apontaram um avanço na produção.
Nesse contexto, é essencial ressaltar que, no resultado desse mês, é possível identificar a clara influência do efeito-calendário, já que abril de 2017 teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês do ano anterior.

Maio
Já em maio, o IBGE apontou um quarto de maior ritmo na produção industrial. O avanço, comparado ao mês anterior, foi de 0,8% na produção. As quatro grandes categorias econômicas e 17 das 24 principais atividades econômicas apresentaram expansão na produção.
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Na observação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial volta a crescer em maio de 2017 (4,0%), após recuar 4,3% em abril de 2016. Vale ressaltar que, no resultado desse mês, verifica-se a influência do efeito-calendário, já que maio de 2017 teve um dia útil a mais comparado ao ano anterior. 

Bens duráveis

A produção da indústria de bens de consumo duráveis subiu 2,7% em julho, frente a junho, informou o IBGE. Frente ao mesmo mês de 2016, o indicador mostrou avanço de 8,1%.

No ano, houve crescimento de 9,8% na produção de bens duráveis, com impulso dos segmentos de automóveis e eletrodomésticos. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 3,8%.
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Em relação aos bens de capital, a pesquisa indicou alta de 1,9% em julho, frente a junho. Quando comparado a julho de 2016, o avanço é de 8,7%. No ano, a produção de bens de capital sobe 3,7%. E, em 12 meses, há alta de 2,8%.

Na categoria de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, houve elevação na produção de 2% na comparação a junho deste ano e de 4,2% frente a julho do ano passado, segundo a pesquisa do IBGE.

Já os bens intermediários, o IBGE informou que o indicador registrou alta de 0,9% de junho para julho deste ano. Frente a julho do ano passado, houve alta de 0,6%. No ano, registra estabilidade. Em 12 meses, há redução de 1,7%.

Alimentos

A produção industrial cresceu em 14 dos 24 ramos acompanhados de junho para julho deste ano, na série com ajuste sazonal, diz o IBGE.
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De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), a principal influência positiva foi registrada por produtos alimentícios (2,2%), em expansão pelo terceiro mês seguido e acumulando ganho de 8,7% nesse período.

"Processamento da safra de cana-de açúcar contribuiu positivamente para o resultado do mês do ramo de alimentos. Mas carne bovina também foi uma contribuição importante", disse o gerente, acrescentando que o resultado influenciou a alta de 0,9% dos bens intermediários. Outras contribuições positivas para o resultado da indústria na margem vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%).

O gerente da Coordenação de Indústria, André Macedo, frisa queda essas três atividades que também contribuíram para as demais apontaram taxas negativas em junho último. Foram, respectivamente, negativos de 2%, 2,5% e 8,5%, respectivamente.

Entre os dez ramos que reduziram a produção nesse mês, os piores resultados vieram das indústrias extrativas (-1,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-1,8%) e metalurgia (-2,1%).

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