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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Banco do Brasil (BBAS3) tem lucro líquido de R$ 2,62 bilhões no 2º trimestre

O Banco do Brasil teve forte aumento do lucro no segundo trimestre, apoiado em menores despesas administrativas e com provisões para calotes, embora seu índice de inadimplência tenha voltado a subir.

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O banco controlado pelo governo federal anunciou nesta quinta-feira (10) que seu lucro líquido somou R$ 2,619 bilhões no período, alta de 6,2% ante mesma etapa de 2016. Em termos ajustados, o lucro foi de R$ 2,65 bilhões, um salto de 47% na comparação com igual etapa do ano passado. 

A margem financeira bruta totalizou R$ 14,606 bilhões no período, com recuo de 0,2% na comparação com o segundo trimestre de 2016. Houve uma melhora significativa nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), que recuaram 19,6%, para R$ 6,658 bilhões.

As rendas de tarifas aumentaram 7,3%, para R$ 6,316 bilhões, enquanto as despesas administrativas diminuíram 1,4% e ficaram em R$ 7,864 bilhões no período de abril a junho. A queda reflete a reestruturação e o programa de aposentadorias voluntários promovidos pelo banco.
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As despesas do grupo com provisões para perdas com calotes caíram 19,6% ano a ano, para R$ 6,66 bilhões. Na comparação sequencial, houve recuo de cerca de 1%.

E as despesas operacionais caíram 4,4% sobre mesma etapa de 2016, para R$ 12,68 bilhões, refletindo em parte um programa de cortes de custos no fim de 2016, que fechou cerca de 550 agências e cortou cerca de 10 mil funcionários.

Ao mesmo tempo, as receitas do BB com tarifas cresceram 7,3% sobre um ano antes (3,6% sobre o trimestre anterior), a R$ 6,32 bilhões.

Isso ajudou a compensar menores receitas com crédito, uma vez que a fraca atividade econômica fez o estoque ampliado de empréstimos do banco recuar 7,6% em 12 meses, fechando junho em R$ 696,1 bilhões. O BB, inclusive, mudou a previsão para a carteira no país em 2017, agora estimando queda de 1% a 4%, ante previsão anterior de alta de 1% a 4%.
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Outro ponto negativo do balanço foi o aumento do índice de inadimplência acima de 90 dias, chegando a 4,11%, antes 3,89% do trimestre anterior e dos 3,26% da mesma etapa de 2016, na contramão dos rivais Santander Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco.

Mesmo desconsiderando casos específicos, o índice do BB teria subido de 3,47% para 3,7 % do primeiro para o segundo trimestre.

De todo modo, o BB fechou o trimestre com rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de 10,7%, em termos ajustados, um aumento de três pontos percentuais sobre um ano antes. 
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O Banco do Brasil (BB) fechou o segundo trimestre com R$ 696,121 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, que inclui empréstimos, títulos e garantias. O volume avançou 1,1% em relação a março, mas apontou queda de 7,6% em relação a junho do ano passado.

As operações com pessoa física somavam R$ 185,884 bilhões no fim de junho, indicando queda de 2% em um ano e alta de 0,4% em três meses. Cartão de crédito, consignado e crédito imobiliário foram os produtos com melhor desempenho, enquanto linhas como financiamento de veículos e cheque especial ainda tiveram queda.
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A carteira de crédito a pessoa jurídica totalizava R$ 280,783 bilhões, com queda de 1,3% em três meses e de 15,4% em relação a junho de 2016. A carteira de crédito do agronegócio somava R$ 188,155 bilhões no fim de junho, com alta de 4,5% em três meses e de 2% em um ano.

ESTIMATIVAS

Mesmo tendo atingido no primeiro semestre o ritmo previsto de margem financeira bruta, com alta de 0,3%, o BB mudou a estimativa para o ano, de alta de zero a 4% para queda de 4% a estabilidade.

Na outra ponta, o banco previu mais economias com despesas administrativas, passando a prever um intervalo de recuo de 2,5% a alta de 0,5%, ante previsão anterior de aumento de 1,5% a 4,5%.

O BB voltou a apresentar aumento da inadimplência. O índice de calotes subiu para 4,11% em junho, vindo de 3,89% em março. Em junho de 2016, o indicador estava em 3,26%. De acordo com o banco, a inadimplência teria sido de 3,70% sem o efeito de casos específicos no segmento de empresas.
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A inadimplência de pessoa jurídica aumentou para 7,35% em junho, ante 6,83% em março e 4,82% no fim do segundo trimestre do ano passado. Sem o efeito de casos específicos, o indicador teria ficado em 6,21%.

No segmento de pessoa física, a inadimplência também piorou, passando de 3,09% em março para 3,34% em junho. No segundo trimestre de 2016, a taxa de calotes estava em 2,37%.

A inadimplência do agronegócio aumentou para 1,39% no fim do segundo trimestre deste ano, ante 1,28% em março e 0,95% em junho de 2016.
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O BB apontou ainda que a inadimplência de 15 a 89 dias ficou em 1,93% em junho, após os 3,01% em março e o 1,64% em 12 meses. A inadimplência acima de 90 dias foi de 4,11% em junho, ante 3,89% em março e 3,26% em 12 meses.

O BB ainda aprovou juros sobre capital próprio complementar. O valor atualizado até a data de hoje aprovado pelo conselho diretor é de R$ 0,20324134412 por ação ON, segundo comunicado à CVM. O JCP será atualizado, pela taxa Selic, da data do balanço, em 30 de junho, até a data do pagamento em 31 de agosto. O JCP terá como base a posição acionária de 21 de agosto e as ações passam a ser negociadas “ex” a partir de 22 de agosto.

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