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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Fibria (FIBR3) tem lucro de R$978 mi no 1º tri, abaixo do esperado

A Fibria (FIBR3), maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, teve lucro líquido de 978 milhões de reais no primeiro trimestre, influenciado por resultado financeiro positivo, revertendo prejuízo de 566 milhões no mesmo período de 2015. 

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A Fibria disse ver tendência de alguma recuperação dos preços da celulose vendida na China, mas é incerto quando pode anunciar um aumento.

O presidente da Fibria, Marcelo Castelli, disse em teleconferência nesta quarta-feira que recentemente dois produtores rivais anunciaram aumentos de preços, o que reforça a visão de que poucas companhias estão operando sem problemas no nível de preço menor atingido em março e que se mantém relativamente estável em abril.

Porém, o executivo acrescentou que a Fibria ainda precisa ter certeza e consistência de que vai emplacar um aumento. "Não vamos anunciar até que tenhamos fundamentos mais claros", disse.
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Em seu balanço do primeiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira, a Fibria disse que a pressão sobre os preços iniciada no fim do ano passado pelos clientes chineses continuou ao longo do início deste ano, mas que o sentimento de que os preços atingiram o piso no fim do primeiro trimestre levou a uma retomada dos volumes de vendas para os chineses no mês passado.

"Em março os embarques foram positivos, mostrando que a China após o Ano Novo Chinês de fato voltou um pouco. Mais tardiamente que o normal... mas a demanda voltou firme", afirmou o presidente da Fibria.

Castelli não quis especificar quando um aumento de preços pode ocorrer, mas a rival Eldorado Brasil, do grupo J&F, que tem na Ásia seu principal mercado, disse na semana passada esperar uma retomada a partir de junho.
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Os últimos dados apurados pela consultoria finlandesa Foex e compilados por analistas mostraram queda semanal no preço da celulose de 2,8 dólares, ou 0,6 por cento, para 499,3 dólares a tonelada, na China.

Na Europa, a Fibria disse que não experimentou nenhuma queda relevante na demanda.

Em outra frente, a companhia disse estar chegando a um pico de pressão de custos pelo lado da madeira.

No primeiro trimestre, o custo caixa de produção subiu 6 por cento sobre o quarto trimestre, a 699 reais a tonelada, diante de maior distância entre fábrica e florestas (raio médio) e maior participação do uso de madeira de terceiros.
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A companhia tem como meta um percentual de madeira de terceiros para 2016 na faixa de 38 por cento. No primeiro trimestre, esse percentual ficou em pouco mais de 40 por cento, o que não afeta a meta para o ano, disse Castelli, e mostra que a companhia está chegando a um pico de pressão de custos com madeira.

Sobre o projeto de expansão em Três Lagoas (MS), a Fibria disse que, em maio, estará com todas as linhas de financiamento garantidas. A entrada em operação segue dentro do cronograma, previsto para o último trimestre de 2017.

A respeito de uma consolidação no mercado, o presidente da empresa afirmou que a administração "não participa ativamente de nenhuma conversa" nesse sentido, e que a discussão "perdeu sentido nesse momento, não se sabe por quanto tempo".
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A Fibria disse ainda que proposta de 300 milhões de reais em dividendos vai ser deliberada para pagamento em 9 de maio.

As ações da companhia exibiam queda de 3,4 por cento às 10h39, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 1,4 por cento.

Os investimentos da Fibria ao final do primeiro trimestre de 2016 somaram R$ 1,436 bilhão, um valor quatro vezes acima do mesmo período do ano passado, quando havia ficado em R$ 356 milhões.

Deste total, R$ 921 milhões foram destinados para a expansão da empresa, sendo a maior parte (R$ 896 milhões) para o crescimento industrial da fábrica de Três Lagoas (MS), cujo projeto é denominado Horizonte 2, e R$ 22 milhões para a expansão florestal da mesma fábrica.

Para manutenção foram destinados R$ 400 milhões e para logística de celulose, R$ 115 milhões.
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Sobre a expansão da fábrica de Três Lagoas, cuja conclusão está prevista para 2017, a Fibria informou, no informe de resultados, que o avanço físico atingiu 27% ao final do primeiro trimestre de 2016, com o início da interação entre construção civil e montagem eletromecânica das obras industriais. "A área florestal avançou no plantio em linha com o planejado destacando-se ainda o avanço da terraplenagem e início da montagem do novo viveiro de mudas 100% automatizado", comunicou a Fibria.

Resiliência

O diretor-presidente da Fibria, Marcelo Castelli, revelou que os custos da empresa estão próximos a um momento de resiliência. "Estamos sim chegando a um momento de resiliência e a tendência nos próximos anos é voltar a um patamar melhor", disse em conversa com jornalistas, realizada na manhã desta quarta-feira.
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O custo caixa de produção de celulose da Fibria no primeiro trimestre de 2016 foi de R$ 699 por tonelada, o que representou um crescimento de 22% contra o primeiro e de 6% ante o quarto trimestre de 2015.

Já o custo do produto vendido (CPV) teve uma queda de 13% contra o trimestre exatamente anterior, em função em grande parte do menor volume vendido e da redução na despesa de frete com ajuste de bunker, devido à queda do preço do petróleo.

Celulose para a China

O preço da celulose comercializada na China atingiu o piso, afirmou Castelli. "O menor preço de comercialização na China já foi atingido, tanto que a demanda já voltou".

A Fibria não revela o preço médio praticado na China, mas Castelli disse que no caso da empresa a queda foi menor do que a vista no mercado. "Não damos o preço médio, mas digo que fomos menos afetados e a demanda voltou em março. Após o Ano-Novo chinês, o país voltou às compras", disse ele, complementando que em abril as vendas para os chineses foram firmadas logo na primeira semana, o que reforça a retomada das compras.

Castelli detalha que outro fator que reforça a expectativa de retomada está no custo, que em muitas fábricas, principalmente na Ásia, está bem próximo dos preços praticados.

Para a Europa, o diretor comercial e de logística internacional, Henri Philippe van Keer, revela que não foi identificada uma queda na demanda. "A demanda continua boa e a Fibria não reconhece a evolução tão drástica na Europa", disse ele.
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Para enfrentar as condições de mercado mais adversas ao longo do primeiro trimestre de 2016, principalmente com a pressão de preços exercida pelos clientes chineses, Castelli revela que algumas estratégias foram adotadas, como a realocação dos embarques para outros mercados, como Europa e China, além da redução da produção e vendas como um todo. Outra estratégia foi antecipar a parada para manutenção da unidade C da fábrica de Aracruz (ES), onde também foi realizado um retrofit na instalação, que estava previsto somente para 2017 e ocorre a cada 15 anos.

No primeiro trimestre de 2016, as vendas de celulose da Fibria caíram 8% na comparação com o mesmo período do ano passado e 13% contra o quarto trimestre de 2015, para 1,136 milhão de toneladas. De janeiro a março deste ano, a produção recuou 7% tanto na comparação com o primeiro quanto com o quarto trimestre de 2015, para 1,203 milhão de toneladas.
Expectativa

O lucro de R$ 978 milhões da Fibria no primeiro trimestre de 2016 ficou 32% abaixo do projetado por analistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado - Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, JPMorgan e Credit Suisse -, cuja média das estimativas apontava para um resultado positivo de R$ 1,439 bilhão.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, de R$ 1,254 bilhão, veio em linha com o estimado, de R$ 1,307 bilhão.
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Já a receita líquida de janeiro a março deste ano, de R$ 2,395 bilhões, ficou 6,2% abaixo do esperado, que era de R$ 2,554 bilhões.

O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.
Celulose

No primeiro trimestre de 2016, as vendas de celulose da Fibria caíram 8% na comparação com o mesmo período do ano passado e 13% contra o quarto trimestre de 2015, para 1,136 milhão de toneladas.

De janeiro a março deste ano, a produção recuou 7% tanto na comparação com o primeiro quanto com o quarto trimestre de 2015, para 1,203 milhão de toneladas.

Sobre a queda da produção, a Fibria justifica, conforme informe de resultados enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com a parada programada para manutenção da fábrica C de Aracruz (ES), e em decorrência do menor número de dias de produção, de 91 dias contra 92 no final de 2015.

"Esses efeitos foram parcialmente compensados pela ausência da parada programada para manutenção na Unidade Jacareí", informou a empresa.

Já o recuo no volume total comercializado de celulose pela Fibria ocorreu pela sazonalidade do período e um ambiente mais desafiador, segundo o documento. O principal mercado comprador da celulose da Fibria foi a Europa, com 46%, seguido pela Ásia, com 25%, América do Norte, 17%, e América Latina, 12%.
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Ao final do primeiro trimestre de 2016, o estoque de celulose estava com 842 mil toneladas, o que corresponde a 57 dias, um aumento de 9% sobre o estoque registrado ao final do quarto trimestre de 2015, de 776 mil toneladas e 52 dias, e do início do ano passado, quando estava em 772 mil toneladas e também em 52 dias.

Alavancagem

A alavancagem da Fibria, medida pela relação dívida líquida e Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pode ficar acima de 2 vezes, em função da mudança de cenário, com preços de celulose mais baixos e real mais valorizado. "Eu costumava dizer que com aquele patamar de preços de celulose e câmbio em torno de R$ 4,00, a alavancagem não iria subir, mas com nível mais baixo de preços e câmbio mais valorizado, devemos observar um aumento da alavancagem", disse Guilherme Cavalcanti, diretor financeiro e de relações com investidores da Fibria.
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Cavalcanti começou a usar esse patamar de alavancagem de 2 vezes após o anúncio da expansão da fábrica de Três Lagoas (MS), o projeto Horizonte 2. Segundo ele dizia anteriormente, mesmo com os aportes financeiros no projeto, a companhia conseguiria manter sua alavancagem.

Apesar dessa mudança de cenário, o executivo lembrou que a política da empresa limita o indicador em 3,5 vezes em períodos de expansão. "Nossa política diz que não pode ultrapassar 3,5 vezes, mas temos flexibilidade para fazer com que não aumente tanto".

Entre as estratégias adotadas, Cavalcanti citou que a Fibria pode reduzir os investimentos em Horizonte 2, a serem realizados neste ano, o que é possível graças a uma antecipação destes aportes realizados no ano passado. "Se precisar manter a alavancagem em patamares mais baixos, podemos voltar o capex para o patamar original", disse.

A alavancagem da Fibria em dólar ficou em 1,85 vez ao final do primeiro trimestre de 2016, contra 1,78 vez no quarto trimestre e 2,30 vezes no primeiro trimestre de 2015. Já os investimentos somaram R$ 1,436 bilhão, um valor quatro vezes acima do mesmo período do ano passado, quando havia ficado em R$ 356 milhões. Deste total, R$ 921 milhões foram destinados para a expansão da empresa, sendo a maior parte (R$ 896 milhões) para o crescimento industrial da fábrica de Três Lagoas (MS).

Dividendo

O conselho de administração da Fibria votará, em reunião a ser realizada nesta quarta, a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos, com pagamento previsto, caso aprovado, para o dia 9 de maio.
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Segundo Guilherme Cavalcanti, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Fibria, o valor está acima do mínimo obrigatório, mas segue o estimado em outubro de 2015.

No ano passado, a Fibria realizou a distribuição de dividendo extraordinário no valor total de R$ 2 bilhões.

De janeiro a março, a receita líquida da Fibria somou R$ 2,4 bilhões, frente a R$ 2 bilhões no mesmo intervalo de 2015. Ao mesmo tempo, o custo do produto vendido (CPV) subiu 12%, para R$ 1,42 bilhão. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 1,23 bilhão, alta de 25%, e o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,25 

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